O projeto

Neste post iremos avaliar o projeto “móbile na metrópole” e apresentar nossas sugestões a o ano que vem, primeiramente o projeto foi significativo para todo o grupo e de uma forma ou de outra mudou o jeito que olhávamos a cidade em que vivemos, por  isso, cremos que o projeto não pode acabar.

Mas também acreditamos que o produto final do projeto ( o documentário) deve ser repensado, pois apesar de ter a possibilidade de ser “criativo” acabou se tornando mais acadêmico, o que acabou desconectando São Paulo e a gente.

Com relação aos posts , sentimos que ao longo do ano estes tiveram um tempo muito curto para serem realizados , visto que especialmente para mim , eu sentia a necessidade de escrever mais nos posts , no entanto , a falta de tempo não contribuía para a realização deste.

O grupo

Diferente?

O intuito desse post é de refletir sobre o que nós teríamos feito de diferente durante o processo de produção do mini documentário, hoje que já acabamos o video e o projeto do Móbile na Metrópole já está quase se encerrando e cada um dos integrantes deixou a sua opinião.
 Uma coisa que eu mudaria seria a data em que começamos o projeto. Como nós duas viajamos e no final das férias tivemos recuperação na escola acabamos não adiantando o processo de produção durante esse período. Se tivéssemos adiantado algumas entrevistas, ou parado para pensar exatamente como queríamos que o documentário final ficasse, o processo não seria tão árduo. Além disso teríamos mais tempo para melhorar problemas que ocorreram ao longo da edição e das entrevistas (além de não precisar ir dormir de madrugada porquê precisa editar o documentário). Também poderíamos ter aprendido a mexer em programas de edição de vídeo, deixando a produção e edição mais ágil. Bom, resumindo, acho que nos programaríamos melhor e não deixaríamos tanta coisa para fazer em tão pouco tempo, trazendo assim um melhor resultado para o produto final. – Ana Luisa
  Eu acho que eu mudaria bastante coisa, primeiro (pra ser sincera) lá no começo do ano eu teria conversado melhor com o grupo sobre a distribuição do trabalho que já era ruim no blog, mas que não nos afetava tanto. Quando o documentário veio, o trabalho ficou pesando para mim e para a Ana. No próprio documentário, eu acho que eu teria feito um planejando melhor do que exatamente a gente ia fazer, porque de ultima hora esquecemos de por uma parte mais significativa, que é o embasamento teórico, que eu teria feito de uma maneira mais criativa. Outro aspecto que eu concordo com a Ana, é de que a gente deveria ter começado a fazer o documentário mais cedo, assim a gente teria feito as coisas com mais calma e tudo seria um pouco melhor. Acho que tudo isso contribui para o nosso aprendizado caso a gente tenha que fazer algum outro projeto grande e importante no futuro, não cometeremos esse erro. (ah, e eu só não mudaria a minha parceria com a Ana, porque a gente se ajudou muito durante todo o processo, valeu amiga <3). – Carol Torres

  Da mesma maneira que o Rodrigo , eu também não contribui com a realização do trabalho do mesmo jeito que as meninas . Por motivos pessoais e pelo meu desinteresse sincero com o projeto , o trabalho não teve grande influência minha , tanto no blog quanto no mini documentário , o que de certa forma sobrecarregou as meninas na realização do projeto como um todo , já que elas realizaram a maior parte do trabalho (senão todo) . Por conta disso , creio que nessas circunstâncias , o que eu faria era pedir sinceras desculpas às meninas do grupo . Ao meu ver , o que o grupo necessitaria fazer de diferente era redistribuir o trabalho de maneira igual e correta . – Felipe Noronha

Depois de todo o processo e do produto final feito, podemos avaliar nossas dificuldades facilidades e até nossos erros. O principal erro que eu percebi foi minha falta de comprometimento com o trabalho e o grupo, minha falta de empenho na realização do trabalho, por isso, creio que a divisão de tarefas foi muito ruim de modo que parte de grupo faz quase todo o trabalho enquanto a outra quase nada. O que dificultou muito o andamento do projeto e a conclusão do mesmo. – Rodrigo Leitão

 O Grupo

Waze, só que não de carro

Oi, gente! Tudo bem?

Hoje trago aqui um pouco de tecnologia, com o app São Paulo Sem Carro que é um aplicativo mostra quanto tempo, custo e qual o melhor caminho para aquele trajeto que o usuário escolheu. Ele tem as opções de: ônibus, taxi, bicicleta e a pé.

Quem recomendou esse aplicativo foi a nossa professora de História, Teresa (que nos ajudou várias vezes durante o projeto <3) e ela disse que diferente de outras apps que ela já testou esse é especialmente bom porque mostra o melhor trajeto de bicicleta, que passa pelas ciclovias e por menos ladeiras. Ou seja, o melhor trajeto pode demorar um pouco mais, mas com certeza será melhor para o ciclista.

O app existe para iOs e ainda está em fase de teste, e no próximo mês deve vir a versão oficial e para Android. Pros perdidos que nem eu, vale a pena testar!

Carol Torres

Agora é definitivo

Durante todo esse ano falamos sobre interagir com a cidade, deixá-la mais humana e dar mais espaço às bicicletas, já que ela foi planejada apenas para os carros. Esse mês a prefeitura realizou uma ação que contempla todas essas ideias.

A partir do dia 18 de outubro uma das avenidas mais movimentadas da cidade, a Avenida Paulista, será fechada para veículos e aberta para ciclistas pedestres todos os domingos das 9h às 17h00. O fechamento da avenida já tinha ocorrido nos dias 28 de junho e 23 de agosto. Depois dessas experiências bem sucedidas a prefeitura avaliou que não houve um impacto intenso no trânsito ou no comércio.

Que tal tomar um banho de sol na paulista? Andar de bicicleta? Montar uma banda na calçada? Fazer um piquenique? Interage com a cidade, incentive iniciativas como essa, passe a tarde na paulista com a família, ou amigos.paulista-aberta-

Ana Luisa

Minha visão sobre a cidade de São Paulo

Antes principalmente do estudo do meio eu andava apenas de carro para qualquer lugar, sempre pelos mesmos caminhos, indo ou voltando sempre dos mesmos lugares. Não parava muito para reparar no trajeto que estava fazendo, muito menos no nome das ruas. Durante os nossos dias na metrópole caminhamos por bairros diferentes daqueles que frequento (praticamente Moema), sempre sendo incentivados a achar o caminho discutindo com o grupo ou perguntando para as pessoas. A partir dai minha relação com a cidade começou a mudar, já que tive que prestar atenção naquilo que estava a minha volta.

Por incrível que pareça nunca tinha andado de ônibus e apenas tinha usado o metrô quando pequena. Por conta disso tinha em minha cabeça uma ideia totalmente diferente do que seria usar usar o metrô ou os ônibus da cidade. Pensava que ambos os meios de transporte sofriam com a superlotação, que eram velhos e precários. Descobri que não é exatamente assim e que tinha uma concepção generalizada e de senso comum. Lógico que nosso sistema de transporte público não é o melhor do mundo, mas possui sim metrôs modernos, confortáveis e com super lotação apenas nos horários de pico.

Além disso, como disse anteriormente no blog, andar de bicicleta pela cidade foi uma ótima experiência, uma forma diferente de ver a cidade e algo que nunca teria feito sozinha. A partir desse dia vi que é possível sim se locomover pela cidade de maneira mais tranquila, menos estressante e realmente aproveitando, observando tudo aquilo que nos cerca.

No início do ano se alguém me perguntasse o que fazer em São Paulo diria que você pode ir ao shopping, ao cinema, parques ou teatros. Durante esse estudo do meio descobri que a cidade oferece muito mais do que apenas shoppings. Um exemplo seria o Beco do Batman, onde os muros são telas para os grafiteiros.

Bom o que posso dizer então é que ao longo desse ano passei a me envolver muito mais com a metrópole, aproveitando muito mais tudo o que São Paulo oferece.

Ana Luisa

Sobre o documentário e o blog

O documentário teve seus pontos positivos e negativos . Ao mesmo tempo que demandou grande dedicação e tempo para ser feito , foi satisfatória pelo fato do produto final ter sido cumprido ( expansão dos conhecimentos e noções a cerca da mobilidade urbana e a metrópole de São Paulo) . Apesar do produto ter sido positivo para os integrantes do grupo , gostaria de ter me aproximado do projeto.

Com relação ao blog , apesar da distribuição do trabalho a cerca do projeto entre os integrantes ter sido ruim , a minha concepção sobre o blog mudou . Inicialmente eu odiava ter que realizar posts mas isso acabou ficando relaxante , já que eu podia me abrir de maneira mais informal.

Felipe Noronha.

Afinal , o que ganhamos com o projeto?

Talvez o que eu escreva aqui não resuma por completo qual foi a minha experiência com o projeto , mas aí vou eu . O projeto conseguiu conseguiu mudar a relação que eu tinha com São Paulo de uma maneira fantástica . Hoje , por exemplo , quando me deparo com uma ciclovia me lembro de todas as discussões a cerca do tema de mobilidade urbana em São Paulo.

Outro aspecto que mudou o modo que eu olhava para São Paulo foi o simples fato de que com a interação das pessoas da metrópole , foi possível ver de perto a vida a qual elas vivem (incomum para mim). Tais mudanças influenciaram o modo como eu via São Paulo e conseguiu mostrar mais sobre a metrópole além do que desconstruiu a ”bolha” de que minha vida na metrópole era apenas ir e vir da escola até a minha casa . Hoje eu sei que existe muito mais que isso.

Felipe Noronha.